Obesidade infantil, como evitar? (Parte I)

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A doença é causada, na maioria dos casos, pela associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais

Os dados comprovam: a população de crianças obesas vem aumentando ano após ano no Brasil. Segundo o IBGE, em 2009, 11,8% das crianças brasileiras entre cinco e nove anos estavam obesas. Há 10 anos, esse índice era de 2,4%. A má alimentação e o sedentarismo são grandes culpados dessa situação. Hoje, as crianças fazem menos exercícios, passam a maior parte de seu tempo livre assistindo televisão ou no computador, além de terem acesso fácil a diversos tipos de alimentos, em especial aos industrializados.

A obesidade nada mais é que o resultado positivo do balanço energético, ou seja, se a criança ingerir mais calorias do que gastar, irá adquirir sobrepeso. A obesidade é uma doença crônica e complexa, que pode ser causada por diversas caudas e que ocorre, na grande maioria dos casos, pela associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

Os fatores genéticos podem, também, ser causa da obesidade. Um dos sintomas de que o excesso de peso pode estar sendo causado por fatores biológicos é quando a criança não está crescendo como deveria, pois nas crianças normais o ganho de peso causa um aumento da velocidade de crescimento.

Criança obesa, adulto magro
O tratamento da obesidade envolve abordagem dietética, modificação do estilo de vida, ajustes na dinâmica familiar, incentivo à prática de atividade física e apoio psicossocial. “Para crianças e adolescentes, o envolvimento de toda a família é fundamental para garantir o sucesso do tratamento e permitir a adesão dos pacientes à terapia. Em situações de obesidade grave deve-se recorrer ao atendimento por equipe multiprofissional”, aconselha a endocrinologista.

Para que uma criança obesa não venha a tornar-se um adulto obeso esses novos hábitos devem iniciar o quanto antes. “Os dados são cruéis, 50% das crianças que estão acima do peso aos cinco anos serão obesos na vida adulta. O número sobre para 80% nas crianças com dez anos”.

Conheça bons hábitos que podem evitar a obesidade no próximo post, dia 18-01

Cuidado redobrado: obesidade pode ocasionar outras doenças

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crédito: sxc.hu

A obesidade pode ocasionar diversas outras doenças, além de trazer problemas de socialização e baixa autoestima para as crianças. Conheça algumas das mais comuns:
Psicossociais:
Discriminação e aceitação diminuída
Isolamento e afastamento das atividades sociais.
Depressão e ansiedade
Crescimento:
Idade óssea avançada, aumento da altura, menarca precoce.
Sistema Nervoso Central:
Pseudotumor cerebral
Respiratórias:
Apnéia de sono, Síndrome de Pickwick, infecções
Cardiovasculares:
Hipertensão arterial, hipertrofia cardíaca, morte súbita
Ortopédicas:
Epifisiólise da cabeça femural, genu valgo, coxa vara, osteoartrite
Dermatológicas:
Micoses, estrias, lesões de pele como dermatites e piodermites, particularmente em região de axilas e ingüinal.
Metabólicas:
Resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2, hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia, gota úrica, esteatose hepática, doença dos ovários policísticos, etc.

Novo modelo substitui a pirâmide alimentar

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A primeira-dama dos EUA, Michele Obama, engajou-se em uma campanha para instituir e divulgar um novo modelo ideal de alimentação. Esta representação foi denominada de “MyPlate” e divide-se em quatro porções: uma de fruta, outra de legumes, uma de proteínas e uma de cereais integrais. Um copo completa a refeição, representando os lacticínios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conheça as doenças que podem ser causadas pela obesidade no próximo post: dia 27-01

Hormônio pode ajudar na queima de gordura

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A descoberta do novo hormônio, batizado de Irisin, é mais um avanço da medicina no combate à obesidade. A proteína age como um mensageiro no organismo e pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos para diabetes, problemas cardiovasculares.

A pesquisa realizada pelo Instituto do Câncer Dana-Farber revelou que o hormônio, ativado durante a atividade física, age sobre as células brancas do tecido adiposo transformando-as em células capazes de queimar calorias.  Os testes foram realizados em ratos, que possuem a substância idêntica a do ser humano. Os animais foram alimentados com uma dieta rica em gordura, e os que receberam o Irisin queimaram mais energia e tiveram o menor peso do que os que não receberam o hormônio.

Clique aqui e leia matéria da Revista Veja

Clique aqui e leia o release divulgado sobre o estudo

Clique aqui e veja o artigo publicado no jornal Nature

Victoza emagrece, aponta estudo

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Ainda existem muitas dúvidas sobre os benefícios do remédio Victoza em relação ao emagrecimento. Mas estudos recentes publicados no Brithish Medical Journal confirmaram a eficácia do Victoza (liraglutida) na diminuição de peso. O Victoza é um medicamento utilizado para o tratamento do diabetes que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue, mas que atua também no cérebro e no trato digestivo, reduzindo a fome e aumentando a sensação de saciedade.

Segundo pesquisadores da Universidade de Copenhague, os resultados dos estudos realizados com mais de 6 mil paciente apontam que os que tomaram o medicamento perderam mais peso do que os que não tomaram. Além disso, segundo os especialistas, a perda de peso pode ser ainda maior nos pacientes que não possuem alterações nos índices de glicemia.

No entanto, o editorial que acompanha o estudo afirma que a prática médica não deve ser alterada, já que a segurança desse medicamento ainda precisa ser monitorada.

Leia matéria completa na Folha de São Paulo

Confira o estudo publicado no British Journal